
Coube ao juiz Cornélio Alves de Azevedo Neto, de Mossoró, a difícil decisão de soltar um traficante preso em flagrante pela Polícia, devido à interdição da Cadeia Pública e também da Penitenciária Agrícola Doutor Mário Negócio do município de Mossoró. O suspeito CARLOS ANTÔNIO DA SILVA, DE 27 ANOS, foi preso no dia 20 deste mês de março em flagrante traficando drogas em Mossoró. Após o procedimento de prisão, o delegado levou flagrante para o juiz Cornélio Alves de Azevedo Neto homologá-lo. A prisão foi feita pelos PM Gomes e Davi numa rua projeta na Favela do Fio. Os policiais contaram que o suspeito que é conhecido por Careca estava com 51 pedras de crak, R$ 570,00 em dinheiro fracionado e tentou subornar eles com R$ 500,00. O suspeito foi conduzido para a Delegacia Especializada de Narcóticos de Mossoró, onde o delegado Rafael Araes o autuou em flagrante por tráfico de drogas. Observou o delegado e os PMs que o suspeito Careca já havia cumprido pela por tráfico de drogas. É reincidente.Este seria um caso típico que a Justiça teria que deixa-lo preso. Entretanto, em função do caos no sistema penitenciário, o juiz Vagnos Kelly, alegando vários motivos e inclusive de segurança dos próprios que já estão no sistema, interditou o presídio e a cadeia pública de Mossoró. Ao homologar o flagrante, o juiz Cornélio Alves escreveu: “Trata-se, pois, de mais um (des)caso que deverá ser debitado “na conta” do Estado do Rio Grande do Norte, já que os motivos ensejadores da decisão proferida pelo nobre Magistrado da Vara das Execuções Penais desta Comarca são de conhecimento público e notório e só vêm se agravando ao longo dos anos, não havendo qualquer resposta por parte da Administração Pública Estadual”.
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