Educação e cérebro são parceiros no desenvolvimento das pessoas e na sua qualidade de vida. Com essa ideia, surgiu a reflexão sobre a educação através da neurociência, que visa à melhoria na qualificação profissional da educação e no desempenho e evolução dos alunos. A coordenadora do projeto “NeuroEduca” da pró-reitoria de extensão da Universidade Federal de Minas Gerais, a médica Leonor Bezerra Guerra, esteve em Currais Novos na tarde desta segunda-feira (29) para ministrar a palestra “Neurociência e educação: como o cérebro aprende”, com a participação de centenas de professores da rede municipal e estadual de ensino. O encontro contou com a presença do vice-prefeito João Gustavo, da secretária municipal de educação, Aparecida Medeiros, do vereador Sérgio Henrique, representante da Câmara Municipal, e do professor Raimundo Marinho, representante da 9ª DIRED. O coral “Vozes do Seridó”, do IFRN Currais Novos, realizou algumas apresentações durante o evento. Bacharel em medicina, Leonor é especialista em neuropsicologia e doutora em morfologia pela UFMG, e tem laços familiares com Currais Novos. “Uma grande alegria retornar a esta cidade, terra do meu avô Sílvio Bezerra”, disse emocionada. “A educação como ciência está em constante mutação e isso fez surgir novas alternativas para a aprendizagem”, disse João Gustavo.
Aprendizagem
A maneira de aprender do aluno faz diferença no armazenamento da informação. De acordo com estudos da National Training Laboratories, da Universidade do MAINE, nos Estados Unidos, a aprendizagem do aluno após 24 horas de ensino e uso imediato do aprendizado representa 90% de retenção da informação. “A memória não é permanente, é transitória”, comentou Leonor. “É natural esquecermos aquilo que não tem importância para nossas vidas ou que não traz bem estar”, finalizou.
