Comando da Policia Militar rebate presidente do ABC sobre superlotação no Frasqueirão

O comandante-geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, coronel Francisco Araújo, rebateu as declarações do presidente do ABC, Rubens Guilherme, sobre a responsabilidade da polícia nos incidentes dentro do Frasqueirão com superlotação para o jogo entre ABC e Palmeiras na tarde de sábado (5).

“Respeitamos a opinião, mas não é o dever da Polícia o controle dos portões, bilheterias e entradas, e sim do clube, como também é o Corpo de Bombeiros quem avalia a capacidade. O nosso papel era garantir a ordem pública e assim fizemos, tanto que não houve incidentes de brigas, mas a polícia ajudou para que ninguém se machucasse”, afirmou o coronel.

Durante os minutos que atrasaram o início da partida, o presidente do ABC havia declarado a imprensa que a culpa pelo atraso seria da PM. “O contingente da polícia não é adequado para um evento deste tamanho e retardou a entrada, não houve superlotação”, disse Rubens Guilherme.

Porém segundo o coronel Araújo, era notório a quantidade excessiva de pessoas no espaço. “Tanto para quem estava lá, como a imprensa mostrou havia uma capacidade acima da quantidade do estádio, muita gente nas grades e sendo imprensadas, mesmo que houvesse 1 mil soldados não teria como controlar o acesso ao estádio que é de responsabilidade do clube, posso dizer que cumprimos nossa missão para que não houvesse um mal maior”, enfatizou o coronel.

Fonte: Julio Rocha/Portal no Ar

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por Caboré Locações Publicado em Policial

Um comentário a “Comando da Policia Militar rebate presidente do ABC sobre superlotação no Frasqueirão

  1. O FutNet abre uma exceção em sua pauta para contar alguns detalhes não divulgados por alguns veículos de imprensa do Brasil sobre o tumulto que aconteceu na tarde do último sábado, na partida entre ABC de Natal x Palmeiras, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.

    Este repórter que vos fala esteve presente no Estádio Frasqueirão, em Natal, para acompanhar o duelo entre o time potiguar contra a equipe paulista. Acompanhei todo o jogo da arquibancada onde aconteceu todo aquele tumulto divulgado pela imprensa, fiquei no Módulo IV do Frasqueirão.

    Primeiramente, vou explicar como é o acesso ao Estádio. No Frasqueirão, palco inaugurado em 2006 e de propriedade do ABC Futebol Clube, existem três portões de acesso. Os portões são chamados de A, B e C em alusão, obviamente, ao proprietário da praça esportiva.

    No último sábado, o portão ‘A’ foi destinado apenas ao acesso de torcedores palmeirenses, que ocuparam o Módulo III do Estádio. O portão ‘B’ foi destinado ao acesso de torcedores que tenham cadeiras cativas, sejam sócios de cadeiras do ABC ou torcedores que compraram os bilhetes de cadeiras especiais. E o portão C foi destinado ao acesso de todos os outros espectadores do jogo, ou seja, todos os torcedores do ABC (mais de 10 mil) que compraram ingressos de arquibancada tiveram de entrar por este portão.

    Com o grande fluxo de torcedores entrando pelo mesmo portão, surgiu o problema de toda a aglomeração. Alguns torcedores, sabendo que o Estádio iria lotar, preferiram ficar logo na entrada do portão C, pois ao lado dele, há uma saída de emergência, e desta forma, eles ficaram ali para, quando a partida se encerrar, conseguirem sair facilmente do Estádio, sem ter que esperar muito.

    Aos poucos, chegavam mais e mais torcedores e então criou todo o tumulto. Neste setor do Estádio – apenas neste setor -, ficou muito congestionado e então algumas pessoas passaram a ficar esmagadas contra o alambrado que separa a torcida do gramado, e então foi criado todo aquele pânico. Como todo bom entendedor sabe, para afirmar que um local está superlotado, TODOS os setores do mesmo deve estar com mais pessoas do que o normal, o que não aconteceu. O Frasqueirão ficou superlotado apenas na entrada do portão C, que foi onde alguns torcedores ficaram parados com a intenção de ter facilidade na hora de deixar o local.

    Os profissionais de imprensa que estavam trabalhando, focaram as lentes de suas câmeras apenas no local onde aconteceu o aglomerado de pessoas, e divulgaram isso em seus portais generalizando, dando a entender que todo o Estádio estava superlotado. Chegaram ao cúmulo de comparar a situação do Frasqueirão com o que ocorreu em São Januário naquele ano de 2000.

    Não existiu, como foi divulgado pela imprensa, a história da diretoria Alvinegra ter vendido mais ingressos do que a capacidade do Estádio comporta. O que existiu foi que algumas pessoas não quiseram se espalhar pelo Estádio, só queriam ficar próximo de um dos portões de saída (vale salientar que, diferentemente de entradas, o Frasqueirão tem umas 10 saídas de emergência) e todo o tumulto foi criado.

    Outra coisa que causou o tumulto no Frasqueirão na tarde do último sábado foi a quantidade de Policiais Militares que estavam trabalhando no evento. Era do conhecimento de todos que o Estádio receberia um grande público nesta partida, a expectativa era de 15 mil torcedores presentes (e foi o que deu, contando pagantes e não-pagantes), e o Governo do Estado do Rio Grande do Norte fez a proeza de enviar 70 (setenta) policiais para trabalharem neste evento.

    Cabe a nós nos perguntarmos: será que, na cabeça do Governo do Estado, setenta Policiais Militares iriam dar conta e organizar uma massa de 15 mil torcedores em um jogo de futebol? parece que sim. Mas nós, jornalistas, torcedores, jogadores e qualquer outra pessoa no Brasil, sabemos que não. E foi o que o aconteceu. Os setenta policiais não colocaram ordem em nada e o tumulto foi grande.

    Em clássicos entre ABC x América de Natal, geralmente são mandados para trabalharem na segurança do evento uma quantidade de 500 policiais, e neste jogo contra o Palmeiras enviaram apenas setenta. Estava na cara que o problema era certo para acontecer. Pura incompetência de quem enviou a pequena quantidade de PM’s para trabalhar no evento.

    A intenção desta matéria opinativa é de esclarecer alguns pontos que não foram divulgados pelos demais portais esportivos. O FutNet preza pela realidade dos fatos, e eu, como estive presente no Estádio e presenciei tudo ao vivo, me senti no direito de escrever este texto. Não sei se está havendo algum problema interno com os policiais do RN, mas sei que a quantidade de profissionais de segurança enviados não era suficiente para a grandeza do espetáculo.

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