Um dado que chega a ser assustador, mas a cada ano cerca de 80 crianças morrem na barriga da mãe ou depois do parto. Sem contar o número de sequelados que superlotam as unidades das APAEs da região, vítimas de paralisia cerebral ou outra morbidade, ocasionados por partos mal-sucedidos. A informação é da presidente do Comitê de Mortalidade Materno-Infantil do Rio Grande do Norte, médica-obstetra e professora da UFRN, Maria do Carmo Lopes.
De acordo com ela, a morte de crianças na Região do Seridó é uma freqüência ao longo dos anos. “Eu me lembro bem que no último ano do governo de Wilma de Faria eu vi num Blog que ela ia liberar 1 milhão de reais para o carnaval de Caicó. E eu passei um e-mail pra ela perguntando se ela tinha esse valor para o carnaval, quanto é que vai ter para reduzir a mortalidade materna e neonatal na região do Seridó. Porque as mulheres morrem pouco porque Senhora Santana protege, mas o anjo da guarda não está protegendo as crianças. Até hoje estou aguardando a resposta”, disse.
Maria do Carmo deixa claro que a morte fetal na região tem várias causas, que vai desde a fecundação, se a gravidez foi planejada, se a criança foi desejada, porque muitas vezes se usam métodos abortivos que muitas vezes nem sempre resolvem, o pré-natal de qualidade e principalmente a garantia de assistência ao parto. “E que essa assistência seja feita por profissionais qualificados, não só tecnicamente, mas também compromisso com a profissão”, alerta.

Por volta das 2h da madrugada desta quarta pra quinta-feira (1º), dois homens em uma motocicleta renderam dois frentistas de um posto ALE que fica na estrada da Redinha, no entanto, dois dos clientes do estabelecimento no momento do crime eram policiais militares de folga, que reagiram. Um policial foi baleado e um bandido morreu no local.


