
Por Veja – Quatro dos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicaram na sessão iniciada nesta quinta-feira que não vão considerar como provas no julgamento da chapa Dilma–Temer as delações premiadas da Odebrecht e do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, bem como seus depoimentos como testemunhas ao TSE. Uma das questões preliminares apresentadas pelas defesas da petista e do peemedebista, a consideração ou não das revelações dos delatores é o ponto-chave da ação na Corte eleitoral e sua rejeição, caso confirmada nos votos, facilitará a absolvição de ambos.
Seguindo a posição do ministro Gilmar Mendes, diversas vezes explicitada por ele nas sessões, mesmo sem seu voto, os ministros Napoleão Nunes Maia,Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho, disseram-se contrários à admissão das delações como prova. Diante do pedido do relator, Herman Benjamin, para que se manifestassem “com clareza” sobre se a Odebrecht poderia ou não ser investigada, Nunes Maia e Gonzaga deram apenas indicativos do posicionamento, enquanto Vieira de Carvalho antecipou seu voto.
Favorável ao aproveitamento das delações no julgamento, Benjamin foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Rosa Weber em suas manifestações prévias aos votos.