Foto: Reprodução/Governo do RN
De acordo com dados divulgados pelo Governo do Estado nesta segunda-feira (20), a Barragem de Oiticica alcançou 61% de sua capacidade hídrica após as chuvas registradas nos últimos meses. Atualmente, o reservatório já ultrapassa os 456 milhões de metros cúbicos de água acumulada.
Os números mostram uma evolução constante no volume armazenado. Em fevereiro, o açude contava com 110,3 milhões de metros cúbicos, o que representava 14,86% da capacidade total. Já em março, esse volume subiu para 168,7 milhões.
No mês de abril, o crescimento foi ainda mais significativo: primeiro atingiu 371,7 milhões (50,06%), depois 430,7 milhões (56,6%) e, mais recentemente, chegou aos 456 milhões de metros cúbicos, alcançando os atuais 61%.
O secretário estadual de Recursos Hídricos, Paulo Varela, destacou que a barragem possui capacidade total de 742 milhões de metros cúbicos e pode abastecer até 2 milhões de pessoas. Segundo ele, o nível atual está dentro do esperado.
Ele ressaltou que o reservatório representa não apenas segurança hídrica, mas também potencial de desenvolvimento econômico, envolvendo atividades como produção de leite, queijo, turismo e mineração. Além disso, afirmou que a região do Seridó passa a contar com garantia de abastecimento, reforçada pela transposição do Rio São Francisco.
A obra foi concluída após 12 anos, com a participação de 249 trabalhadores, e beneficia diretamente cerca de 294 mil pessoas em 22 municípios. O investimento total chegou a R$ 893 milhões, incluindo recursos do Novo PAC. O projeto também contemplou o reassentamento da comunidade de Nova Barra de Santana e a implantação de agrovilas em cidades como Jucurutu, Jardim de Piranhas e São Fernando.
Segundo o diretor-presidente do Igarn, Procópio Lucena, o aumento do volume de água tem duas principais origens: as chuvas captadas por rios e riachos e as águas provenientes do Projeto de Integração do Rio São Francisco.
Ele explicou que o estado recebe cerca de 3 metros cúbicos por segundo na divisa com a Paraíba. No ano passado, foram aproximadamente 78 milhões de metros cúbicos recebidos, enquanto neste ano o volume já gira em torno de 28 milhões.
Procópio também comentou sobre o surgimento de vegetação na superfície do reservatório após as chuvas, destacando que o fenômeno já era previsto. Segundo ele, trata-se das chamadas “baronesas”, plantas aquáticas que se desenvolvem em ambientes ricos em matéria orgânica trazida pelas águas.
98 FM NATAL
