Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6×1

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), em dois turnos, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6×1. Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, no segundo turno.

O texto segue para votação no Senado.

A PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. A proposta ainda garante duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. As mudanças entrarão em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O texto aprovado hoje foi apresentado pelo relator, Leo Prates (Republicanos-BA), para duas propostas de emenda à Constituição que já tramitavam: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

Após o fim do primeiro turno de votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Casa deu um passo importante para “uma mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras do país desde a Constituição de 1988”.

“Assumi esta condução com todo o equilíbrio, responsabilidade e, principalmente, compromisso com os brasileiros. Por isso, já no início do debate, tratei três pilares como inegociáveis para esta Casa e para o governo federal: a redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e a manutenção dos salários dos trabalhadores”, disse Motta.

“Essa aprovação ficará registrada na história desta legislatura e na trajetória de cada parlamentar, que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos”, completou.

Transição
De acordo com o texto aprovado, após 60 dias, a jornada será reduzida de 42 horas semanais para 40 horas. Doze meses após a entrada em vigor das 42 horas, a duração do trabalho será reduzida para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

A transição foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados.

Depois do prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6×1:

  • escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);
  • redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)
  • jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses).

Antes da votação em plenário, o texto foi aprovado na comissão especial que analisou a matéria. Pela manhã, Motta realizou uma sessão protocolar de oito minutos para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial. Dos 38 membros da comissão, 34 votaram a favor e 4, contra. Na sequência, a PEC foi incluída na Ordem do Dia da Câmara, ou seja, na pauta de votações no plenário.

A aprovação da PEC foi comemorada pelos parlamentares da base governista e criticada pela oposição.

“Vamos fazer história mostrando em que lado nós estamos. Nós estamos do lado do povo mais sofrido, das pessoas que mais precisam”, comemorou o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).

A deputada Dandara (PT-MG), que trabalhou como caixa de loja de departamento em escala 6×1, recordou a rotina desgastante e afirmou que a redução vai dar tempo para os trabalhadores poderem viver.

“Eu conheço o barulho do busão [sic] lotado às 5h, o café corrido, o uniforme vestido ainda no escuro. Eu conheço o pé inchado de tanto ficar em pé: oito, 10, 12 horas. Eu conheço porque eu vivi. Eu sei que a escala 6×1 não cabe no calendário. Não cabe, porque não é sobre tempo, somente, é sobre a vida”, disse.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) lembrou que a iniciativa é uma pauta de várias centrais sindicais.

“Essa é uma luta que começou há muito tempo. Mas, no Brasil, essa batalha não evoluiu, a cultura escravocrata, a visão colonialista, a visão racista, prevaleceu, mas nós vamos derrubar a escala seis por um. Hoje, aqui, vamos fazer história”, afirmou.

Durante a sessão, deputados da oposição se posicionaram contra a redução da jornada de trabalho.

O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou que a proposta não vai melhorar a vida do trabalhador.

“Eu não vou mentir para o trabalhador dizendo para ele que com a aprovação dessa PEC vai acabar a escala 6×1”, disse.

O deputado Sérgio Turra (PP-RS) chamou a proposta do governo de eleitoreira. “Estamos tratando do futuro de um país e da dignidade dos trabalhadores”, afirmou.

Entenda mais pontos da PEC pelo fim da escala 6×1:

.- Jornada de trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, podendo haver compensação e redução de jornada mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

  • Lei ordinária irá tratar da jornada e descanso de regimes diferenciados, como trabalhadores com seis horas diárias de trabalho.
  • Nova regra não se aplica: a quem tem jornada igual ou inferior a 40 horas semanais, a empregados com nível superior e com remuneração mensal igual ou superior a R$ 8.475,55 (equivalente a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS)
  • Lei complementar poderá adotar medidas de transição para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

Agência Brasil.

por Caboré Locações Publicado em Notícias

RN é 1º lugar em redução de investimentos, aponta estudo

Números do estudo apontam queda de 43,2% nos investimentos no estado | Foto: Arquivo TN

Na contramão do restante do país, o Rio Grande do Norte registrou queda de 43,2% nos investimentos feitos nos últimos oito anos, segundo dados da Aequus Consultoria. Os números apontam que, em 2018, o Governo do Estado investiu R$ 1,41 bilhão, enquanto, no ano passado, o volume ficou em R$ 808,2 milhões. Além do RN, no Brasil, apenas o Amazonas apresentou redução de investimentos no período, de 26,3%. Outro dado que chama a atenção, dentro do recorte, é o aumento do comprometimento de receita corrente (de 78,7% para 98,4%), a elevação do déficit de caixa (de R$ 2,4 bilhões para R$ 3 bilhões) e o crescimento da dívida consolidada, de 49,8%.

Em números absolutos, a dívida consolidada saiu de R$ 6,64 bilhões em 2018 para R$ 9,95 bilhões. A chamada dívida consolidada na Receita Corrente Líquida (RCL) do Rio Grande do Norte (aquela que envolve o comprometimento de receitas com dívidas empenhadas, como pagamentos de parcelas futuras de financiamentos, por exemplo) saiu de 45,5% em 2018 para 48,9% em 2025. Já na variação entre 2024 e 2025, a queda no montante investido no RN foi de 25,1% (em 2024, o estado investiu R$ 1,07 bilhão), de acordo com a consultoria.

Com isso, o estado teve o segundo pior desempenho entre todas as unidades federativas, atrás apenas do Tocantins (que apresentou diminuição de 27% neste recorte temporal). No Brasil, os investimentos no ano passado somaram R$ 119,75 bilhões, alta de 7,9% em relação a 2024 (R$ 111,02 bilhões).

Para compreender o que impede o Rio Grande do Norte de retomar sua competitividade e capacidade de aporte, o professor do Departamento de Economia da UFRN, Thales Penha, destaca que, embora a dívida consolidada não apresente um patamar alarmante, o cenário é agravado por problemas estruturais que estrangulam o orçamento. Segundo o especialista, pelas normas de responsabilidade fiscal, a dívida poderia atingir até 200% da receita, já que seu impacto depende diretamente dos prazos.

No entanto, o gargalo norte-rio-grandense reside na rigidez orçamentária. “Todos os investimentos do RN desde 2018 a 2025 estão diretamente atrelados à restrição fiscal que o Estado enfrenta. Desde a crise de 2014, tivemos uma maior retração de receitas, e as despesas que se tornam obrigatórias crescem numa velocidade maior do que as receitas”, analisa Penha.

De acordo com o professor, duas grandes despesas têm crescido e estrangulado a capacidade de crescimento do RN. “Uma delas é o pagamento de salários e a falta de organização e estruturação de carreiras”, pontua.

Esse desequilíbrio reflete diretamente na credibilidade do estado diante do mercado e órgãos reguladores. Penha explica que o Rio Grande do Norte detém atualmente a letra C na classificação de Capacidade de Pagamento (CAPAG) do Tesouro Nacional. Esse status rotula o ente como de baixa capacidade para honrar compromissos, bloqueando o acesso a empréstimos com garantia da União e forçando o governo a um constante contingenciamento.

“Porque se o RN fosse nota A ou B, ele poderia procurar bancos de desenvolvimento como o Banco dos BRICS, o Banco Mundial, o BIRD, o Banco Interamericano, e conseguir financiamento para fazer investimentos”, enfatiza o especialista.

Para reverter a perda de competitividade frente aos vizinhos do Nordeste, o professor defende um enfrentamento direto na reestruturação das carreiras públicas, como educação e saúde, e uma revisão criteriosa da política de incentivos fiscais. Atualmente, segundo Penha, o RN abre mão de aproximadamente R$ 2 bilhões anuais em renúncia fiscal, sendo R$ 1,5 bilhão destinados apenas ao Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI).

“É preciso fazer uma avaliação de política pública séria, baseada em ciência, com inferência causal, para saber se o que a gente está abrindo mão está retornando em nível de bem-estar para a população. Basicamente, hoje o orçamento é para pagar despesas obrigatórias”, alerta.

Por fim, Thales Penha explica que a falta de uma divisão clara e organizada entre as carreiras dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário permite que setores de alto escalão pressionem por aumentos que sobrecarregam o sistema.

“O RN tem tentado fazer ‘puxadinhos’. Não enfrentou de maneira séria nenhuma dessas reformas. Não reorganizou carreiras, não existe uma reestruturação também na divisão das carreiras entre os poderes. Na verdade, remodelou o programa de incentivo fiscal, mas apenas na sua forma, não avaliou o impacto”, conclui o economista.

Sefaz: volume de investimentos crescerá em 2026

Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/RN), a análise da queda nos investimentos do Rio Grande do Norte deve levar em conta não apenas os valores aplicados, mas também as fontes de financiamento e a sazonalidade dos aportes ao longo dos anos.

A pasta destaca que, em 2026, há expectativa de crescimento dos investimentos, impulsionado pela operação de cerca de R$ 800 milhões do Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF), com aplicação concentrada na recuperação de rodovias estaduais.

Para ampliar a capacidade de investimento, a Sefaz aponta como principal medida o controle das despesas com pessoal, que vêm apresentando trajetória de redução do comprometimento em relação à Receita Corrente Líquida.

Além disso, a secretaria afirma que o Estado tem ampliado os investimentos por meio de diferentes frentes, como a execução de recursos do PEF e parcerias com o Governo Federal, incluindo obras como a duplicação da BR-304, a construção do Hospital Metropolitano e a finalização do canal do Apodi.

As notícias de crise fiscal no Rio Grande do Norte ganharam mais consistência na última semana após o decreto de limitação de empenho publicado pelo Governo do Estado. A medida, que contingenciou R$ 306,07 milhões do orçamento de 2026, foi motivada por uma frustração de receita já no primeiro bimestre, quando a arrecadação ficou cerca de R$ 349 milhões abaixo do previsto, atingindo apenas 89,9% da meta estabelecida.

O movimento reforça o diagnóstico de rigidez orçamentária apontado por especialistas, uma vez que o ajuste recai principalmente sobre despesas discricionárias — justamente aquelas que sustentam investimentos e execução de políticas públicas. Com despesas obrigatórias preservadas por lei, como saúde, educação e segurança, o espaço de manobra do Estado se reduz significativamente, concentrando os cortes em áreas mais flexíveis, porém essenciais para a continuidade de projetos e serviços.

Na prática, a limitação de empenho impede que órgãos públicos assumam novos compromissos de gastos. É uma forma de manter o equilíbrio fiscal com frustração de receita.

Tribuna do Norte.

por Caboré Locações Publicado em Notícias

13º BPM REGISTRA CASO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, FURTO E ATENDIMENTOS PREVENTIVOS EM CURRAIS NOVOS

O 13º Batalhão de Polícia Militar divulgou, nesta quinta-feira, o balanço das ocorrências registradas pela 1ª Companhia da PM, sediada em Currais Novos, no período compreendido entre às 6h da manhã do dia 27 e às 6h da manhã do dia 28.

De acordo com o relatório policial, foram realizadas cinco visitas assistidas de apoio a mulheres em situação de violência doméstica e familiar, ações que fazem parte do acompanhamento preventivo e da assistência prestada às vítimas atendidas pela rede de proteção.

Ainda segundo o levantamento, a Polícia Militar registrou uma ocorrência de ameaça associada à violência doméstica, reforçando a preocupação das autoridades com os casos envolvendo agressões e intimidações no ambiente familiar.

O balanço também aponta o registro de um furto em estabelecimento comercial, caso que deverá ser investigado pelas autoridades competentes para identificação dos responsáveis.

Além disso, a PM contabilizou uma ocorrência de averiguação em chamada para atendimento, situação em que as equipes foram acionadas para verificar informações repassadas à central de operações.

O 13º BPM segue intensificando o policiamento ostensivo e orienta a população a continuar colaborando com denúncias através dos canais oficiais da segurança pública.

Repórter Seridó

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RN confirma 20 casos de ciguatera e investiga morte de idosa

Nos primeiros cinco meses de 2026, o Rio Grande do Norte registrou 27 notificações de ciguatera, das quais 20 foram confirmadas pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) até esta quarta-feira (27). O cenário de alerta ganhou força após a morte, na última segunda-feira (25), de uma idosa de 85 anos internada há quase um mês com suspeita da doença. Segundo a Sesap, o caso segue em investigação. A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes contaminados por ciguatoxinas, substâncias produzidas por microalgas presentes em recifes de corais tropicais.

A toxina não altera cheiro nem sabor do alimento e resiste ao cozimento, congelamento e salga, o que dificulta a prevenção. As maiores concentrações costumam estar em partes como cabeça, vísceras e ovas. Segundo Diana Rêgo, coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap, ainda não existe um monitoramento específico porque diferentes espécies já apresentaram presença da toxina. “A gente tem feito discussões junto com pesquisadores para aprofundar a investigação acerca dessa toxina. A questão climática, a poluição e o comportamento cultural das pessoas podem estar envolvidos. Nesse momento, trabalhamos com possibilidades”, afirma.


De acordo com a Sesap, o aumento das notificações em 2026 está ligado à adoção da notificação compulsória da doença no estado. Com isso, profissionais de saúde passaram a registrar oficialmente os casos suspeitos, permitindo maior capacidade de diagnóstico e acompanhamento. Antes, muitos episódios passavam despercebidos por falta de vigilância organizada, embora a pasta informe que acompanha intoxicações relacionadas desde 2022.

Outros casos notificados envolveram espécies como barracuda, cioba, guarajuba, arabaiana e dourado. Em parte das amostras analisadas, exames laboratoriais confirmaram a presença da ciguatoxina. Os maiores registros estão concentrados no litoral Norte potiguar, entre Touros e Tibau.


Diana Rêgo destaca que os peixes contaminados não apresentam alterações visíveis. “Os estabelecimentos que vendem pescado têm regras da Vigilância Sanitária do estado e dos municípios que devem ser seguidas. Quando há suspeita de um caso ou surto, a equipe faz a coleta da carne do peixe, se ainda for possível, para confirmação laboratorial”, explica.


Os pacientes diagnosticados podem apresentar dores abdominais, vômitos, diarreia e sintomas neurológicos, como visão turva, fraqueza muscular, cãibras, coceira intensa e gosto metálico na boca. Como não existe antídoto para neutralizar a toxina, o tratamento é voltado ao controle dos sintomas.

A Sesap orienta que a população procure atendimento médico ao primeiro sinal de mal-estar após consumir pescado, mantenha as sobras do alimento para análise da Vigilância Sanitária e evite peixes sem origem comprovada. “A Coordenação de Vigilância está alinhada com a Secretaria de Agricultura e Pesca. O mais importante é proteger a população com orientação qualificada e segura. A comunidade de pescadores também está alinhada com a Secretaria de Pesca”, conclui Diana.


O último caso em questão foi da idosa Maria das Dores do Nascimento Batista, de 84 anos, que morreu em Natal após passar quase um mês internada com suspeita da intoxicação. Segundo familiares, ela passou mal após consumir um peixe da espécie Bicuda comprado em uma feira livre da cidade. De acordo com a família, ela chegou a apresentar melhora clínica, sendo extubada e deixando a UTI, mas o quadro voltou a se agravar até o óbito, registrado na segunda-feira (25). Uma irmã dela também apresentou sintomas após consumir o mesmo alimento, mas recebeu alta dias depois. O caso segue em investigação.

Tribuna do Norte

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Caern é multada em R$ 3 mi por esgoto em Ponta Negra

A Prefeitura de Natal aplicou uma multa de R$ 3,064 milhões à Caern após identificar que o lançamento irregular de esgoto proveniente da rede da companhia estava alcançando a galeria de drenagem pluvial e chegando até a área da engorda da praia de Ponta Negra. A infração foi constatada durante uma operação integrada das secretarias municipais de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e de Infraestrutura (Seinfra), realizada nessa terça-feira (26), no dissipador 8, localizado no final da Rua Halley Maestrinho, no calçadão da orla.

O vazamento de esgoto oriundo da rede de saneamento reforça os alertas sobre a vulnerabilidade ambiental e sanitária da área da engorda de Ponta Negra. No início do mês, o Ministério Público Federal (MPF) apontou problemas estruturais e sinais de esgoto no sistema de drenagem da engorda da praia. Na ocasião, o MPF afirmou que perícias técnicas identificaram falhas graves na drenagem, incluindo galerias obstruídas, tubulações consideradas inoperantes e indícios de mistura entre águas pluviais e esgoto. O órgão também alertou para riscos ambientais, sanitários e de erosão na área da engorda.


Agora, a vistoria da Prefeitura apontou um colapso estrutural na rede de esgotamento, com infiltrações e escoamento irregular pelas paredes e pelo piso da galeria. “A inspeção técnica revelou que a galeria de drenagem, que deveria permanecer seca, estava sendo invadida pelos efluentes. O problema resultava em acúmulo e dispersão de esgoto diretamente na área da engorda da praia”, explicou a supervisora da Fiscalização de Água e Solo (Spaso), Rejanne Alves.

De acordo com a fiscalização, os Poços de Visita (PVs) operavam próximos ao limite da capacidade, provocando infiltrações severas nas paredes laterais da galeria. A análise técnica também apontou obstrução parcial da rede. “O fluxo está muito abaixo do normal. A estrutura interna do poço de visita está danificada e isso faz com que o esgoto vaze pelas paredes e alcance a galeria de águas pluviais”, afirmou Rejanne.


O supervisor geral de Fiscalização da Semurb, Leonardo Almeida, classificou a situação como crítica e afirmou que medidas paliativas não resolverão o problema sem uma intervenção completa da Caern. “A vazão só diminui quando a pressão interna cai, mas volta a aumentar rapidamente, especialmente nos horários de pico”, destacou.


A autuação foi aplicada com base na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998) e no Decreto Federal nº 6.514/2008. Segundo a Semurb, o valor da multa levou em consideração uma vazão estimada de 0,96 m³/h de esgoto despejado irregularmente, equivalente a 23,04 m³ por dia.

O cálculo também considerou o período desde 13 de janeiro de 2026, data de um relatório da Funpec que já apontava a chegada de esgoto ao dissipador. “Com isso, foi arbitrada uma multa no valor de R$ 3.064.000,00”, explicou Leonardo Almeida.


O secretário da Semurb, Thiago Mesquita, afirmou que novas fiscalizações serão intensificadas nos dissipadores e galerias da região para identificar possíveis ligações clandestinas e outros pontos de contaminação. “O trabalho integrado entre Semurb e Seinfra permitiu um diagnóstico rápido, preciso e tecnicamente embasado. Vamos continuar monitorando a área e cobrando da Caern a execução imediata dos reparos necessários para cessar o vazamento e evitar novos episódios de poluição”, afirmou.

Tribuna do Norte.

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Vitória vira sobre o ABC no fim e garante vaga na final da Copa do Nordeste

O Vitória venceu o ABC pelo placar de 4 a 3, de virada, na noite desta quarta-feira (27), na Arena das Dunas, em Natal. A partida era válida pelo jogo de volta da Copa do Nordeste. No primeiro jogo, o clube baiano ganhou por 6 a 2. Com o resultado positivo e já bem encaminhado, o rubro-negro baiano foi para a final da competição, onde vai enfrentar o Fortaleza-CE.

Os gols do ABC foram marcados por Igor Bahia e Luiz Fernando, duas vezes. Já o Vitória fez os quatro gols com Erick, Fabri, Baralhas e Nathan Mendes.

O ABC volta a jogar no próximo domingo (31), às 16h, contra o Laguna, válido pela nona rodada do Campeonato Brasileiro da Série D.

Tribuna do Norte.

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Polícia Civil investiga suspeito de estupro de vulnerável que oferecia presentes e PIX para atrair vítima em Macau; ele está solto

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (27), a operação “Dissimulare”, que resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra um homem de 40 anos, suspeito da prática do crime de estupro de vulnerável, ocorrido no município de Macau.

De acordo com as investigações, o homem teria abusado sexualmente da vítima em diversas ocasiões, na residência onde ele morava. Na tentativa de dissimular suas reais intenções, ele oferecia presentes de valor expressivo, incompatíveis com a realidade financeira da família da vítima, como sandálias, kits de perfumes e chocolates, além de realizar transferências em dinheiro via PIX.

No decorrer da investigação, foi comprovado o recebimento, pela vítima, de cinco transferências financeiras via PIX originadas de contas vinculadas ao suspeito, sendo duas transações no valor de R$ 100,00, duas no valor de R$ 50,00 e uma no valor de R$ 20,00. As transações bancárias, devidamente documentadas nos autos, constituem fortes indícios de que o suspeito utilizava vantagens financeiras para aliciar a vítima e manter com ela contatos de natureza sexual.

Após tomarem conhecimento do caso, equipes policiais conduziram a vítima à Polícia Científica, onde foi realizado exame sexológico pelo Instituto de Medicina Legal (IML) de Mossoró. O laudo pericial confirmou a ocorrência de conjunção carnal. Além disso, declarações, depoimentos e registros audiovisuais reunidos ao longo da investigação reforçaram os indícios do crime. Ouvida em depoimento, a vítima confirmou, de forma detalhada, o relacionamento íntimo mantido com o homem, relatando que ele teria prometido, inclusive, a compra de um aparelho celular.

Durante o cumprimento da diligência, foram apreendidos aparelhos celulares, uma câmera fotográfica, um equipamento DVR e uma quantia em dinheiro. Os materiais passarão por perícia e serão analisados para auxiliar nas investigações. Há suspeitas de que o homem realizava empréstimos a juros no município, prática conhecida como agiotagem. As investigações estão em fase final.

A ação integra a “Operação Caminhos Seguros” e tem como objetivo reforçar a prevenção e a repressão aos crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, por meio da atuação integrada das forças de segurança pública. A iniciativa também faz parte das ações da campanha “Maio Laranja”.

A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população. Informações podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

Portal da Tropical.

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Mulher é flagrada com substância suspeita ao tentar entrar em Alcaçuz e diz que ia receber R$ 1 mil pelo ‘delivery’

Policiais penais da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, flagraram, na tarde desta quarta-feira (27), uma mulher, de 41 anos, tentando entrar na unidade prisional com uma substância, supostamente entorpecente, escondida sob as roupas.

De acordo com informações repassadas pela direção da unidade, o material suspeito foi identificado durante inspeção realizada por meio do scanner corporal de raios X. Após a detecção, a suspeita foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil, enquanto a substância seguiu para exame laboratorial na Polícia Científica.

Segundo relato da própria mulher, ela teria recebido a substância de um desconhecido e receberia a quantia de R$ 1 mil pelo transporte do material.

O caso será investigado pela Polícia Civil. Pela legislação brasileira, o tráfico de drogas praticado em ambiente prisional possui agravante, o que pode aumentar a pena aplicada em caso de condenação.

Portal da Tropical.

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Operação prende 10 pessoas e bloqueia R$ 3,3 milhões de grupo investigado por tráfico e lavagem de dinheiro no RN

Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em ação conjunta com a Receita Federal do Brasil e a Polícia Penal, deflagrou, nesta quarta-feira (27), a operação “NARKE”, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de combater o tráfico de drogas, a atuação de organizações criminosas e a lavagem de dinheiro no Rio Grande do Norte. Ao todo, 10 pessoas foram presas, sendo nove em cumprimento de mandado de prisão e uma em flagrante.

De acordo com as investigações, iniciadas após a prisão em flagrante de um suspeito, ocorrida em 3 de janeiro de 2025, ocasião em que foram apreendidos entorpecentes, munições e instrumentos utilizados na atividade de tráfico de drogas, foi possível identificar, a partir da análise dos dados extraídos dos aparelhos celulares apreendidos, a atuação estruturada de uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas, com divisão de tarefas, hierarquia definida e intensa movimentação financeira ilícita.

As investigações também apontaram que o grupo criminoso era liderado pelo suspeito que, mesmo preso, continuava exercendo o comando da organização criminosa, expedindo ordens relacionadas ao tráfico de drogas, à aquisição de armas e à movimentação financeira do grupo.

Também foi constatada a utilização de interpostas pessoas para ocultar e dissimular valores provenientes das atividades ilícitas, circunstância que motivou a representação pelo bloqueio e indisponibilidade de bens e valores, medida deferida pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCRIM), até o montante de R$ 3.390.183,03 (três milhões, trezentos e noventa mil, cento e oitenta e três reais e três centavos).

Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão preventiva, além de uma prisão em flagrante realizada no bairro Planalto, em Natal, totalizando 10 prisões. As diligências ocorreram nos bairros Planalto e Nova Descoberta, na capital potiguar, além do município de Pau dos Ferros, no interior do Estado.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos, aprofundar a análise financeira do grupo criminoso e ampliar a responsabilização penal dos integrantes da organização. A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população. Informações podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

PORTAL DA TROPICAL

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Polícia Civil recupera aparelhos celulares furtados e roubados na região do Seridó

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte recuperou, nesta quarta-feira (27), cinco aparelhos celulares que haviam sido furtados e/ou roubados. As recuperações ocorreram ao longo do mês de maio e abrangeram os municípios de Cerro Corá, Lagoa Nova e Bodó, na região do Seridó potiguar.

De acordo com a equipe policial, os bens recuperados são avaliados em cerca de R$ 5 mil e serão devolvidos aos seus legítimos proprietários. A ação reforça o trabalho investigativo e de recuperação de bens subtraídos realizado pela Polícia Civil, com foco na restituição do patrimônio das vítimas.

A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população. Informações podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil do RN – SECOMS.

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