Crime aconteceu no conjunto Leningrado, em Natal — Foto: Thiago César/Inter TV Cabugi
O ex-padrasto de Pétala Yonah, de 7 anos, planejou o crime contra a criança e chegou a registrar parte do que pretendia fazer em um caderno. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil nesta quarta-feira (22).
A menina foi encontrada morta na segunda-feira (20), enterrada no quintal da casa do suspeito, no conjunto Leningrado, na Zona Oeste de Natal, após passar quase um dia desaparecida. O homem confessou o crime e foi preso no local de trabalho. No dia seguinte, a prisão em flagrante foi convertida em prisão temporária.
De acordo com o delegado da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Márcio Lemos, o investigado apresentou versões diferentes ao longo dos depoimentos, mas admitiu que o crime foi premeditado — algo reforçado pelas anotações encontradas no caderno.
Segundo o delegado, o suspeito inicialmente falou em um suposto sequestro, mas depois confessou que pretendia matar a criança. A investigação aponta que o objetivo era atingir a ex-companheira, com quem ele não aceitava o fim do relacionamento.
Além do caderno, a polícia apreendeu dois celulares, sendo um deles encontrado no lixo, que ainda será analisado para aprofundar as investigações e verificar se há outros envolvidos ou motivações.
A principal linha de investigação indica que o crime foi motivado por vingança, sendo enquadrado como vicaricídio — quando o agressor atinge alguém próximo para causar sofrimento a outra pessoa — além de ocultação de cadáver.
Durante as apurações, testemunhas e outras crianças foram ouvidas. Em uma das versões, o suspeito afirmou que a menina teria saído com outras crianças, mas os relatos colhidos desmentiram essa versão.
A polícia também trabalha com a hipótese de que o homem pretendia retirar o corpo do local, o que não teria sido possível devido à rápida atuação das autoridades nas primeiras horas após o desaparecimento.
Até o momento, a participação da mãe da criança foi descartada pelos investigadores, que não encontraram qualquer indício de envolvimento.
A causa da morte ainda está sendo apurada, já que o suspeito apresentou versões diferentes, incluindo asfixia e possível envenenamento. O inquérito deve ser concluído em até 30 dias.
