Brasil e EUA devem se reunir na sexta para discutir tarifaço

Brasil e Estados Unidos devem se reunir na próxima sexta-feira (12) para discutir o tarifaço americano, segundo fontes envolvidas no diálogo. Ministros do governo federal conversarão remotamente com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos. O governo federal será representado pelo ministro Márcio Elias Rosa, do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). Titulares de outras pastas também podem participar da reunião.

Os países haviam acordado em formar um GT (Grupo de Trabalho) para discutir as tarifas impostas por Donald Trump. O diálogo se tornou mais urgente após o USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) sugerir à Casa Branca taxar mercadorias brasileiras em 25%.

A gestão federal formula internamente uma resposta aos Estados Unidos. O Brasil não deve atender às demandas dos EUA nas investigações da chamada “seção 301”, mas considera negociar a redução de tarifas em determinados setores.

O governo acena, por exemplo, com a possibilidade de mudar sua orientação diplomática e retirar o veto imposto a um acordo global sobre comércio eletrônico, no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio), que interessa diretamente a gestão Donald Trump.

A recomendação da taxação pelo USTR partiu de investigação da “seção 301”. Os EUA apuraram supostas práticas desleais de comércio do Brasil, em áreas como tarifas preferenciais, meios digitais de pagamento, desmatamento, entre outras.

Brasil no plano de verba contra o narcotráfico
O Departamento de Estado dos Estados Unidos incluiu na sua proposta de orçamento para 2027 um aumento nos recursos destinados ao combate ao narcotráfico e ao crime organizado no Hemisfério Ocidental, incluindo o Brasil.

O plano total prevê US$ 535 milhões (aproximadamente R$ 2,8 bi) para programas coordenados pelo Bureau de Narcóticos e Drogas Perigosas (BNDD na sigla em inglês) e o Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei (INL na sigla em inglês), responsável por ações de cooperação internacional na área de segurança.

Estes órgãos norte-americanos dedicados ao combate do narcotráfico financiarão, em outros países, programas muito implementados por agências de segurança dos EUA.

O intuito é fortalecer estes parceiros estrangeiros em treinamento e equipamentos para detectar e desmantelar o tráfico ilícito de drogas, contrabando de imigrantes para os Estados Unidos e interferência maligna em territórios de parceiros estrangeiros.

Na Colômbia, o INL se concentrará nas prioridades centrais de contranarcóticos, crime organizado transnacional e dissuasão criminal, incluindo apoio a plataformas de aviação associadas.“Outras assistências também poderão ser fornecidas para: Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai”, completou o Departemento.

Ao Hemisfério Ocidental serão dedicados US$ 16 milhões (aproximadamente R$ 83 milhões). “Estes recursos apoiarão programas que visam a profissionalização das forças de defesa e o aprimoramento da liderança e das capacidades técnicas dos parceiros regionais para proteger seus respectivos territórios nacionais contra ameaças transnacionais“, conclui o documento.

A proposta não especifica valores destinados ao Brasil nem detalha programas exclusivos para o país. A menção indica apenas que o governo americano considera o Brasil elegível para futuras ações de cooperação.

Tribuna do Norte

por Caboré Locações Publicado em Notícias

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